Mega perrengue masterplus

Todo mundo me contou várias coisas boas sobre o Peru, só não me contaram o mais importante: que para voos nacionais se deve chegar com DUAS HORAS de antecedência, ao passo que para internacionais esse tempo se amplia para TRÊS HORAS.

Meu voo para Cusco era às 5:40 da manhã e eu cheguei no aeroporto 4:30, tranquilão. O voo já tinha fechado, e as atendentes da Taca falavam como se fosse a coisa mais normal do mundo eu ter um bilhete comprado em JULHO  e alguém ter tomado meu lugar.

Isso é um caso claro de overbooking. Só na hora que eu cheguei, mais um senhor do mesmo voo que eu teve o mesmo problema (e esbravejava em inglês e espanhol na cara da atendente) e uma família de umas 4 pessoas viveu a mesma situação num voo para Arequipa. Isso é insano: não há justificativa para que 1h10 minutos antes de chegar um avião doméstico eu perca meu assento porque a companhia resolveu vender tudo por ORDEM DE CHEGADA.

Para se conseguir voar no mesmo dia pela Taca, tinha-se que pagar 75 dólares de taxa, MAS VOCÊ ENTRAVA PARA UMA LISTA DE ESPERA dos voos das 10h e das 11h – não havia garantia de embarque. Loucura, loucura…

Resolvi correr pelo aeroporto atrás de passagem, custasse o que fosse. A mais barata era a Peruvian Airlines, mas o voo era para as 6h – fiquei com medo de não dar tempo. Comprei uma passagem por nada módicos 199 dólares pela Star Peru, pagos em espécie (e imagine eu tendo que tirar o sapato no meio do aeroporto porque os dólares estavam guardados dentro dele – pobreza pega!). Tive que correr e dar chilique para que a multidão na fila de check in não fizesse eu perder meu lugar de novo, mas o atendimento foi rápido, a fila se desfez logo.

Corri à toa, porque as condições de voo em Cusco eram muito ruins. O voo acabou saindo com meia hora de atraso. Nele encontrei duas meninas de Niterói que havia conhecido no passeio do Mirabus a Pachacamac. No dia anterior elas tinham passado por perrengue pior: o voo delas era às 9:30, mas como lotou às 9 ele já tinha voado (e elas o perderam , claro).

O avião da Star Peru era algo inacreditável, um ônibus que voava, fui literalmente prensado contra a janela. Ao menos foi rápido.

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Sobre Leo Name

Professor do Departamento de Geografia da PUC-Rio.

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  3. Luciana Andrade

    hehe, Leo… além da vivência singular da diversidade peruana, o bom desses contratempos é que a gente fica com a sensação de que vivemos no melhor dos mundos… achando que os atrasos nos aeroportos brasileiros são fichinhas perto da esculhambação peruana… Ainda mais agora que nosso País está ficando rico…
    Continue aproveitando sua viagem! Beijo, L.

  4. Thereza P. Miranda

    Um completo absurdo e lamento por vc.

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